quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O mercado jurídico mudou. E a sua advocacia?

A semana está agitada, já vindo de outra semana que também foi bem agitada lá em São Paulo. Fui a trabalho, mas aproveitei para curtir um pouco também, até porque o esposo fica lá durante a semana e eu aqui em Goiânia, então aproveitei para fazer inúmeros happy hours com ele. Sim, nós todos merecemos sentar e curtir com nossos amigos, amado(a), família, ou seja quem for, jogando conversa fora. Isso se chama qualidade de vida! Afinal, trabalhamos tanto né?

Esta semana recomecei algumas atividades também. A comissão que presido na OABGO começou a todo vapor, trata-se da comissão de inovação e gestão, que em uma outra oportunidade, falarei a respeito.

Mas enfim, vamos falar hoje sobre a importância de mudarmos nosso modelo mental pensando mais na gestão, no dia a dia da nossa amada profissão: A advocacia.

Em um mercado tão competitivo não dá mais para ficarmos por fora deste assunto tão relevante que é a gestão de nossa carreira jurídica.

Na faculdade nos é ensinado a técnica do Direito, muitas pós-graduações oferecem questões práticas para aplicação da técnica no Direito, bem como estágios te habilitam mais ainda para atuar na área. Mas como posso aplicá-las na vida profissional e me destacar no meio jurídico?
O que vejo muitas vezes são pessoas altamente desanimadas com a carreira pois lhes faltam o incentivo para seguir.

Muitos pensam: "Ou eu coloco o diploma debaixo do braço ou simplesmente vou estudar para algum concurso".

Não que eu seja contra quem estude para concurso, acho muito importante o trabalho de nossos servidores públicos, até porque já fui uma. Mas acho que quem estuda hoje para atuar em algum cargo especifico tem que ter afinidade com aquilo que irá atuar. Infelizmente o que vejo são pessoas que buscam somente a tal “estabilidade”.  

No livro “Qual é a sua obra?” de Mario Sérgio Cortella, diz que nos dias de hoje, se pararmos para pensar em uma empresa privada por exemplo, ninguém fica num local apenas e tão somente por conta da remuneração recebida, mas a sua permanência  é também condicionada pela capacidade de enxergar a finalidade positiva do que faz, do reconhecimento que obtém, do bem-estar que sente quando seu trabalho é valorizado e se percebe ali a possibilidade de futuro conjunto.

Agora pense em um cargo público, onde eu terei minha tão sonhada “estabilidade financeira”, mas não tenho aptidão para exercer determinado cargo? Não tendo, não me motivo. Não me motivando, não conseguirei obter bons resultados. Mas, afinal, muitas pessoas pensam: "não importa, garanto a minha “estabibildade financeira” embora preso em determinado lugar, cargo ou função para o resto da vida e infeliz.

Nós passamos maior parte do tempo no trabalho, se não encontrarmos um sentido valioso para o trabalho, passaremos pelo menos 1/3 da vida desanimados, desmotivados e sem esperanças.

Ao contrário, quando damos sentido ao nosso trabalho não existe preguiça ao acordar cedo e não há resistência para nos dedicarmos um pouco mais às nossas atividades, ao final do dia. Um trabalho com sentido forte faz com que aquilo que foi iniciado seja concluído. Pessoas que enxergam um sentido no trabalho, o fazem com entusiasmo, dedicam-se a fazer o melhor em cada momento, e o sucesso dos resultados obtidos vem como consequência.

Mas porque será que muitas vezes nos distanciamos dos nosso sonhos? Medo.

Vejo muita gente aí se identificando com a advocacia, mas escutam pessoas dizendo que a advocacia hoje está furada, não tem futuro, ganha-se mal, é desvalorizada etc, etc... Mas será que todos esses fantasmas que nos assombram é capaz de realmente matar nossos sonhos? E qual é a realidade das pessoas que dizem isso? Já parou para analisar? A maioria frustradas no seu dia a dia profissional.

Ora, quem disse que seria fácil? Alias, para que você seja reconhecido no mercado, seja em que área for, não é fácil mesmo.

Mas existem aqueles que se destacam. E porque se destacam? Se você pensou apenas na palavra sorte, sinto-lhe informar que você esta enganado. Já parou para pensar no diferencial dessas pessoas? Nunca pensou em estudar um pouquinho sobre a vida delas? Você irá se surpreender.

A questão é que sempre achamos que devemos seguir a média, e isso faz com que nos tornemos medianos. As pessoas que conseguiram se destacar com certeza saíram do mediano, e para saírem do mediano precisaram de muita força de vontade, além de acreditar que seus sonhos poderiam virar realidade, independente do que os outros diziam!

E, portanto, queridos colegas advogados, quando falo sair da média é sair da caixinha, abrir a mente para novos horizontes, entender que o mundo muda e muda muito e que devemos acompanhá-lo. E que aquela advocacia romântica não existe mais. Onde bastavam meus conhecimentos técnicos, uma sala com uma mesa e um computador e as coisas aconteciam.

Já viu o tanto que o mercado jurídico mudou? A advocacia também! Já viu que somos mais de 1 milhão de advogados? Já viu que hoje existem verdadeiras empresas jurídicas? Essas empresas entendem que a globalização existe e está acontecendo neste exato momento, elas estão buscando com mais facilidade clientes em toda parte do mundo.

Os clientes cada vez mais exigentes, e que não pararam no tempo, buscam qualidade na prestação de serviço, não mais somente se utilizam de sua técnica do Direito, que deverá sempre estar atualizada e de preferência especializada. Caso você se enquadre somente no perfil técnico, sinto-lhe dizer que cada vez mais as verdadeiras "empresas jurídicas" irão tirar os seus clientes. Mas caso você queira adaptar a esta nova maneira de pensar, seja bem-vindo!!!

Aqui no blog falaremos exatamente sobre todos estes assuntos ligados a gestão legal e empreendedorismo na advocacia, como forma de se destacarem neste atual mercado jurídico...Temos muitas coisas para explorar!


Ótimo dia para vocês.

Ísis Passos Fontenele

Ceo InsPJ

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