segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Planejamento

Estou em falta com o blog, mas tive que priorizar algumas ações nesses últimos dias. Amo escrever aqui no blog, mas neste momento tive que dar atenção a um novo projeto que está em fase de construção. 

Fora isso, este foi um mês de muitos atendimentos na Performance Juris (Graças a Deus), muito trabalho em cima dos projetos do Instituto Performance Juris, e mudanças na comissão que eu presido na OAB. Subdividimos a Comissão Especial de Inovação e Gestão em subcomissões, para que pudéssemos otimizar cada vez mais o nosso trabalho. Ainda ficarei devendo para vocês falar um pouco desta comissão, pois hoje falarei de um assunto extremamente importante para o nosso dia a dia: Planejamento.

Esse assunto foi abordado um pouco no tema de gestão do tempo, e a conclusão a que chegamos foi: Preciso planejar! É necessário estar com tudo programado, ter a consciência que tudo realmente que é importante está sendo bem executado.

Primeiramente vamos entender o que é o planejamento. A palavra planejamento vem do latim planun. Quer dizer superfície plana, e entrou na língua inglesa no século XVII significando as formas, como mapas ou plantas, que eram desenhadas em superfícies planas (MINTZBERG, 2004). No Wikipédia, a sua definição é: "Uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro."

Já percebeu como inúmeras vezes a vida da gente dá voltas e não sai do lugar? Aquele velho ditado do cachorro que corre atrás do rabo. Essa é a sensação quando trabalhamos sem um planejamento, sem uma orientação.

Quando falamos em planejar pensamos muitas vezes ser algo difícil a se fazer, que vai demandar muito tempo e por isso muitas vezes chegamos a desistir, o que é um erro. Planejar é justamente você saber lidar bem com o tempo que você tem. Como? Quando eu planejo eu consigo visualizar melhor os caminhos e as ações que eu devo tomar. Portanto,  aquele tempo planejando irá otimizar e muito as minhas execuções, irá encurtar os caminhos pois saberei quais deles que terei mais possibilidades de êxitos. A falta de planejamento traz muitos riscos para os negócios.

Vamos imaginar que você vá viajar amanhã. O que você precisa fazer para que tudo ocorra bem? Para que você chegue ao seu destino e com segurança?

Primeiro, eu preciso saber onde eu quero chegar.

Vamos lá, estou querendo sair de Goiânia e ir para São Paulo. Suponhamos que vou de carro. Bom ao menos eu já sei onde eu quero chegar. Agora eu preciso checar se o carro esta ok, pois será o meio que me fará chegar ao meu objetivo.  Vou checar óleo, toda parte mecânica, calibrar os pneus, e por fim, colocar o combustível necessário para o carro rodar. Terei que observar as rotas, qual o caminho que estarei indo com mais segurança, observando os caminhos que têm melhores estradas e postos de atendimento. Terei que estar preparada também para os pedágios, calculando o quanto que terei de custo para isso e para outras coisas também, como alimentação e até um pequeno imprevisto como a troca de um pneu se necessário.

Viu como planejar não é algo que esta ligando somente ao mundo corporativo, mas no nosso dia a dia, e que necessariamente precisamos dele para minimizarmos os riscos, não cair em roubadas e ter mais segurança  para chegarmos ao nosso destino? Seja para planejar uma viagem, seja para planejar uma festa de casamento, ou qualquer outra coisa, ele é necessário e se faz importante.

É, importante, portanto, que usemos o planejamento no nosso dia a dia profissional. Não posso simplesmente começar a semana sem traçar minhas ações, indo para ver o que dá para fazer, sem saber muito bem onde eu quero chegar.

Por que a gente vê tanta gente reclamando da vida profissional? Simplesmente porque muitas delas deixaram a vida as levarem. E daí os dias irão passando, as semanas, os meses e até os anos, e a sensação é de completo vazio.

Planejar é saber traçar metas para que você possa chegar aos seus objetivos. É saber que essas metas foram cumpridas e que você tem o exato conhecimento da distância que está para chegar aos seus propósitos (checar).  É as medidas que podem ser tomadas caso as ações já feitas não estejam ajudando (ações para reformular novas metas). 

Posso planejar a minha vida, minha carreira, meus estudos e meu negócio.

Posso planejar meu escritório de advocacia. Posso traçar metas e para traçar metas tenho que conhecer melhor sobre o meu negócio. Lembre-se da viagem. Onde eu quero chegar? Como eu irei? De quais recursos eu necessito? O que eu possa fazer para amenizar os riscos? Preciso conhecer bem a estrada!

Preciso conhecer bem o meu escritório, saber onde quero chegar com ele, e quais os custos e as ações a serem tomadas. Será que você já poderia responder a estas perguntas?

Portanto, comece a semana planejando as suas ações, ao fazê-las, escreva um ok na frente. Quem você precisa atender, quais as reuniões que precisa ter, com quem precisa falar, ações que são importantes e urgente a serem tomadas. E ao longo da semana, vai checando, vai vendo o que tá acontecendo, se você tá conseguindo ou não cumpri-las. Se não está, o que esta faltando para que você as cumpra. Tenho certeza que irá fazer uma diferença enorme na sua vida, tirando-lhe o peso das obrigações que você deve fazer e a sensação de não chegar a lugar algum.


No nosso próximo assunto trataremos de planejamento estratégico nos nossos escritórios de advocacia, assunto de extrema importância e que já não mais podemos viver sem, caso queiramos obter êxitos.


Ísis Passos Fontenele
CEO InsPJ e Performance Juris Consultoria

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O mercado jurídico mudou. E a sua advocacia?

A semana está agitada, já vindo de outra semana que também foi bem agitada lá em São Paulo. Fui a trabalho, mas aproveitei para curtir um pouco também, até porque o esposo fica lá durante a semana e eu aqui em Goiânia, então aproveitei para fazer inúmeros happy hours com ele. Sim, nós todos merecemos sentar e curtir com nossos amigos, amado(a), família, ou seja quem for, jogando conversa fora. Isso se chama qualidade de vida! Afinal, trabalhamos tanto né?

Esta semana recomecei algumas atividades também. A comissão que presido na OABGO começou a todo vapor, trata-se da comissão de inovação e gestão, que em uma outra oportunidade, falarei a respeito.

Mas enfim, vamos falar hoje sobre a importância de mudarmos nosso modelo mental pensando mais na gestão, no dia a dia da nossa amada profissão: A advocacia.

Em um mercado tão competitivo não dá mais para ficarmos por fora deste assunto tão relevante que é a gestão de nossa carreira jurídica.

Na faculdade nos é ensinado a técnica do Direito, muitas pós-graduações oferecem questões práticas para aplicação da técnica no Direito, bem como estágios te habilitam mais ainda para atuar na área. Mas como posso aplicá-las na vida profissional e me destacar no meio jurídico?
O que vejo muitas vezes são pessoas altamente desanimadas com a carreira pois lhes faltam o incentivo para seguir.

Muitos pensam: "Ou eu coloco o diploma debaixo do braço ou simplesmente vou estudar para algum concurso".

Não que eu seja contra quem estude para concurso, acho muito importante o trabalho de nossos servidores públicos, até porque já fui uma. Mas acho que quem estuda hoje para atuar em algum cargo especifico tem que ter afinidade com aquilo que irá atuar. Infelizmente o que vejo são pessoas que buscam somente a tal “estabilidade”.  

No livro “Qual é a sua obra?” de Mario Sérgio Cortella, diz que nos dias de hoje, se pararmos para pensar em uma empresa privada por exemplo, ninguém fica num local apenas e tão somente por conta da remuneração recebida, mas a sua permanência  é também condicionada pela capacidade de enxergar a finalidade positiva do que faz, do reconhecimento que obtém, do bem-estar que sente quando seu trabalho é valorizado e se percebe ali a possibilidade de futuro conjunto.

Agora pense em um cargo público, onde eu terei minha tão sonhada “estabilidade financeira”, mas não tenho aptidão para exercer determinado cargo? Não tendo, não me motivo. Não me motivando, não conseguirei obter bons resultados. Mas, afinal, muitas pessoas pensam: "não importa, garanto a minha “estabibildade financeira” embora preso em determinado lugar, cargo ou função para o resto da vida e infeliz.

Nós passamos maior parte do tempo no trabalho, se não encontrarmos um sentido valioso para o trabalho, passaremos pelo menos 1/3 da vida desanimados, desmotivados e sem esperanças.

Ao contrário, quando damos sentido ao nosso trabalho não existe preguiça ao acordar cedo e não há resistência para nos dedicarmos um pouco mais às nossas atividades, ao final do dia. Um trabalho com sentido forte faz com que aquilo que foi iniciado seja concluído. Pessoas que enxergam um sentido no trabalho, o fazem com entusiasmo, dedicam-se a fazer o melhor em cada momento, e o sucesso dos resultados obtidos vem como consequência.

Mas porque será que muitas vezes nos distanciamos dos nosso sonhos? Medo.

Vejo muita gente aí se identificando com a advocacia, mas escutam pessoas dizendo que a advocacia hoje está furada, não tem futuro, ganha-se mal, é desvalorizada etc, etc... Mas será que todos esses fantasmas que nos assombram é capaz de realmente matar nossos sonhos? E qual é a realidade das pessoas que dizem isso? Já parou para analisar? A maioria frustradas no seu dia a dia profissional.

Ora, quem disse que seria fácil? Alias, para que você seja reconhecido no mercado, seja em que área for, não é fácil mesmo.

Mas existem aqueles que se destacam. E porque se destacam? Se você pensou apenas na palavra sorte, sinto-lhe informar que você esta enganado. Já parou para pensar no diferencial dessas pessoas? Nunca pensou em estudar um pouquinho sobre a vida delas? Você irá se surpreender.

A questão é que sempre achamos que devemos seguir a média, e isso faz com que nos tornemos medianos. As pessoas que conseguiram se destacar com certeza saíram do mediano, e para saírem do mediano precisaram de muita força de vontade, além de acreditar que seus sonhos poderiam virar realidade, independente do que os outros diziam!

E, portanto, queridos colegas advogados, quando falo sair da média é sair da caixinha, abrir a mente para novos horizontes, entender que o mundo muda e muda muito e que devemos acompanhá-lo. E que aquela advocacia romântica não existe mais. Onde bastavam meus conhecimentos técnicos, uma sala com uma mesa e um computador e as coisas aconteciam.

Já viu o tanto que o mercado jurídico mudou? A advocacia também! Já viu que somos mais de 1 milhão de advogados? Já viu que hoje existem verdadeiras empresas jurídicas? Essas empresas entendem que a globalização existe e está acontecendo neste exato momento, elas estão buscando com mais facilidade clientes em toda parte do mundo.

Os clientes cada vez mais exigentes, e que não pararam no tempo, buscam qualidade na prestação de serviço, não mais somente se utilizam de sua técnica do Direito, que deverá sempre estar atualizada e de preferência especializada. Caso você se enquadre somente no perfil técnico, sinto-lhe dizer que cada vez mais as verdadeiras "empresas jurídicas" irão tirar os seus clientes. Mas caso você queira adaptar a esta nova maneira de pensar, seja bem-vindo!!!

Aqui no blog falaremos exatamente sobre todos estes assuntos ligados a gestão legal e empreendedorismo na advocacia, como forma de se destacarem neste atual mercado jurídico...Temos muitas coisas para explorar!


Ótimo dia para vocês.

Ísis Passos Fontenele

Ceo InsPJ

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Geração Valor

Hoje vou falar de um livro que inspira. É o livro Geração Valor do Flávio Augusto da Silva.


E para que possamos contextualiza-lo é importante que saibamos quem é o Flavio Augusto. Um dos empresários mais admirados do Brasil.   Aos 23 anos de idade fundou a escola de inglês WiseUp, que se tornou uma holding avaliada em cerca de R$ 877 milhões. Hoje atua em outros negócios de sucesso, além de inspirar novos empreendedores.

Não custa reforçar aqui, quando eu digo empreendedor, também falo do advogado. Entendendo que empreender não é só quem é dono do próprio negócio, empreender é ter atitude, ou seja, para que possamos empreender, precisamos inovar. Inovar é uma atitude, é você fazer a mesma coisa que você já faz só que de forma diferente. Enxergar novas possibilidades, e sempre buscar fazer o melhor para que esse melhor atinja o maior número de pessoas possíveis. 

Pois bem, voltemos ao livro Geração Valor. Em sua capa ele já diz para o que veio: "Compartilhar inspiração". E sobre o empreendedorismo o autor fala: "Para Empreender é preciso ter coragem. Ter coragem é partir para o enfrentamento, sobretudo quando se está com medo. Mesmo diante da mais bela visão, sem a coragem necessária, todas as ideias vão para dentro da gaveta".

É preciso que tenhamos missão. Qual é a minha missão nesta breve existência na terra? Você sabe qual é a sua?

Comece escrevendo qual é o seu perfil. Identifique-se. Qual é sua causa? Quais são seus valores? Quais são seus interesses? Quais são suas desculpas? Agora fale um pouco do seu projeto de vida. Separe poucos minutos do seu tempo e responda a estas peguntas. Elas lhe dirão quem é você, o que você quer, e o porque ainda não colocou em prática os seus projetos. O que te impede de realizar seus sonhos?

No livro, Flávio diz que as pessoas têm medo de sair do seu quadrado. O que seria isso? Sim, a famosa zona de conforto! Lembrei-me de minha queridíssima professora de gestão de pessoas do MBA FGV, Heliane Azevedo, que me inspirou e me inspira até hoje. Ela dizia que a zona de conforto nada mais é que uma zona desconfortável. Sim, pois ela não me traz nada!!! Afinal, posso até não arriscar, mas o não arriscar também não me leva a lugar algum! Você saberia identificar hoje o que te deixa em uma zona de conforto "desconfortável"? 

Primeiro, vença as suas limitações e acredite no seu projeto! Se você não acreditar, ninguém mais irá acreditar! Você compraria seu próprio serviço? Sim ou não?

Terão inúmeras pessoas do seu convívio que poderão não acreditar, te dar inúmeros motivos para que você deixe acreditar no seu projeto. Mas caso você realmente acredite nele vá em frente, afinal, se você costuma ser alvo de críticas, parabéns! Segundo Flávio, é sinal de que você está no caminho certo. Prepare-se para, daqui a alguns anos, receber em seu escritório alguns desses descolados que, com um sorrisinho amarelo nos lábios, vão lhe pedir emprego.

Flávio pontua no livro alguns hábitos mais frequentes dos perdedores. Porque falar dos hábitos dos perdedores? Para que você saiba o que você jamais deve fazer.

1. Perdedores reclamam quando é segunda-feira e torcem para chegar logo a sexta-feira.
2. Perdedores não gostam de assumir compromisso de espécie alguma.
3. Perdedores tem suas decisões influenciadas muito mais pelo medo de perder do que pela vontade de ganhar.
4. Perdedores desistem diante das primeiras dificuldades.
5. Perdedores acreditam que dependem da sorte para vencer.
6. Perdedores se deixam a vida leva-los. (Lembra da música de Zeca Pagodinho?)
7. Perdedores acreditam que só vence na vida quem se envolve com coisas erradas.
8. Perdedores pensam: Primeiro eu, segundo eu e , terceiro, eu de novo.

Esses são alguns hábitos que Flávio enumera em seu livro. Caso queira ser um potencial vencedor, abandone-os imediatamente!

E por fim, acredite,  ninguém tem o poder de te colocar para baixo a não ser que você permita.

E afinal o que é ser campeão? É cumprir sua missão! E ter um ideal para que lutar! É ser o autor da sua própria história. É ter raízes profundas. É jamais desistir. É cumprir suas metas e seus propósitos.

Campeões puxam a responsabilidade para si. “Perdedores acreditam que dependem de terceiros e adoram dizer: É fácil falar, mas na prática...” Flávio Augusto Silva.

Portanto, finalizo aqui  indicando a leitura deste gostoso livro. Uma leitura fácil, diferenciada e inovadora: Geração Valor.


Até a próxima.


Ísis Passos Fontenele
Ceo InsPJ

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Empreendedorismo e Perseverança

Empreendedorismo e perseverança

O dia para um empreendedor começa cedo, muitas vezes antes do sol raiar.  Essa foto postada aqui no blog foi hoje ao pegar o carro e começar a minha labuta diária. Sim, o dia tem 24 horas, precisamos aproveitá-lo ao máximo ao invés de reclamar que as horas do dia são poucas. Alias, é um assunto que já tratei em outra postagem. O assunto aqui hoje é sobre empreendedorismo e perseverança.

Durante todo percurso nas busca de nossos objetivos passamos por muitas situações, situações estas que muitas vezes nos causam aflição, desesperança e desordem. São obstáculos muitas vezes difíceis de enfrentar, mas não impossíveis.  E olha que quando você vencer eles, um a um, e obtiver êxito nos seus propósitos, vai ter gente dizendo que você teve sorte. Alias, tem uma frase, de um autor desconhecido que diz o seguinte:  “Você trabalhou  até tarde ontem? E mesmo assim acorda cedo para trabalhar duro? Cuidado! Um dia vão dizer que você teve sorte...". Sim, tem gente que só olha a ponta do iceberg, não vê a sua profundidade. Empreender é estar preparado para vencer estes desafios/ obstáculos.

E o que é o empreendedorismo? Ela se encaixa na advocacia? Sim. Com certeza!
No dicionário a palavra empreendedorismo é definida como: “A disposição para identificar problemas e oportunidades e investir recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar um impacto positivo.”
Os empreendedores estão sempre questionando a realidade e inovando a cada dia. Estão sempre procurando fazer “mais e melhor”. E quanto maior o sonho, mais força de vontade para enfrentar os obstáculos.

O empreendedor precisa sonhar,  acreditar, ter paciência, resiliência, enfrentar os desafios do dia a dia, e não desistir tão fácil nos primeiros percalços. Sim, virão muitos obstáculos: financeiros, parceiros que são verdadeiros "barcos furados", clientes que fecharão muitas vezes a porta na sua cara sem ao menos te ouvir, pessoas dando muitos palpites e até torcendo contra... Mas o que importa verdadeiramente é a vontade que você tem no coração é isso que irá te mover em momentos difíceis. Entenda que os melhores e mais bem sucedidos profissionais passaram por isso. Como disse um dia Aristóteles Onassis: “O homem só fracassa quando desiste de tentar”.

Conheço muitos advogados que mal abrem suas bancas já esperam que o resultado aconteça “ontem”. Faltam-lhes paciência, e entender que para se colher precisa-se plantar, e plantar muito, durante um longo período. Mas infelizmente muitos desistem antes.

Uma vez ouvi uma história fantástica de um minerador, e para não delongar demais vou precisar encurtar um pouco a história. Este minerador que lhe colocarei nome de João tinha uma propriedade,  uma pequena fazenda, e na época alimentava o sonho de achar ouro em suas terras. Já havia escavado uma grande mina com empregados e família, contudo, mesmo gastando muito tempo e energia, não conseguia encontrá-la. Já cansado e frustrado, resolveu fechar a mina e colocar sua propriedade a venda e foi desenvolver-se em outra área profissional.  Semanas mais tarde, passando por uma banca de revista, viu estampado na capa de um jornal uma manchete que dizia: Encontrada a maior pepita de ouro do Colorado. Abaixo dela estava a foto de um homem com uma grande pedra nas mãos e ao fundo a mina de onde havia extraído aquela espantosa pepita. João reconheceu imediatamente aquele rosto sorridente da foto: era o comprador da sua mina.
Abaixo, na entrevista, ele dizia: “se o antigo proprietário tivesse cavado apenas um metro a mais, ele mesmo é quem teria encontrado essa jazida de ouro”.
João pensou: “Se eu tivesse cavado um metro a mais, apenas mais um metro, estaria milionário hoje!”

Existem muitos "Joãos Mineradores" na advocacia, aqueles que logo cansam, não tem a paciência para saber esperar o momento certo, e deixa de ”cavar mais um metro” para alcançar o seu objetivo. Você se reconheceu na história de João? Não está na hora de acreditar mais em seus projetos e trabalhar afinco para que você possa um dia colher os frutos? A escolha é totalmente sua e de mais ninguém.

E para que alcancemos nossos objetivos o primeiro passo é termos muito claro quais são eles, e após planejar quais as metas que devemos traçar para não mudarmos o nosso foco. O planejamento garante mais de 50% do sucesso em nossos negócios.

Finalmente, para que você empreenda na sua advocacia seja perseverante. Acredite que você pode mais! Uma ótima semana a todos.

Ísis Passos Fontenele
Ceo InsPJ

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

E o que é esse tal de Marketing Jurídico Ético?

E o que é esse tal de Marketing Jurídico Ético?





O assunto hoje é sobre Marketing Jurídico. Assim mesmo, vamos direto ao ponto.

É um assunto que estudo há alguns anos e neste presente momento tem surtido grandes efeitos no mundo jurídico, mas ainda gera muitas dúvidas.

Hoje existem inúmeras palestras, cursos presenciais e online, e suas “teorias” sobre o tema. Só precisamos ter muito cuidado, pois estamos em um campo limitado sim, mas não proibido.

Sou uma advogada especializada em gestão e marketing, o que ampliou muito a minha visão estratégica profissional, mas sempre tive o pé atrás com a questão de “formulas mágicas” e “resolvam aqui todos os seus problemas”! Ora, beleza, tudo é lindo, mas e na prática?
E foi exatamente a prática que me fez dar segurança no que eu falarei aqui, caros colegas.

Marketing foi sempre uma matéria que muito me instigou, mesmo nos tempos de faculdade de Direito, olha que isso faz bastante tempo, mas vamos pular este pequeno detalhe..rsrs.

Sempre tive pessoas muito próximas a mim que sabiam e eram grandes mestres no assunto, o que me fez estudá-lo no passado e afinco no presente, e com certeza, mais ainda no futuro, pois reciclar nunca é demais.

Por quê entender o Marketing? Porque entender o mercado nos dias de hoje é essencial, porque entender o que meu cliente deseja o que ele quer e o que precisa é essencial. Entender o meu cliente faz toda diferença neste mercado tão exigente.

Mas para levar o mundo do marketing para a advocacia devemos ter inúmeros cuidados, entendendo mais uma vez que há limites e não proibição. Mas como usá-lo hoje para que eu possa me destacar entre mais de 1 milhão de advogados, e ainda em relação aquelas bancas já estabelecidas no mercado?

O advogado surge com inúmeros questionamentos sobre este tal de “marketing jurídico”, um deles seria exatamente sobre a proibição ou não. Mas espera aí... O que é mesmo marketing? Não é aquilo lá de propaganda e publicidade? Ah não, não pode, isso é um absurdo, querem transformar a advocacia brasileira naquela advocacia americana que pode tudo?

Opa, calma aí que vou responder a estes questionamentos. Mas vamos por parte.

Primeiramente preciso entender o que é esse tal de marketing. Lembro o dia que meu querido professor de Marketing, Fernando Roberto Santini adentrou a sala do MBA e nos questionou exatamente isto. Ok, sabíamos que o marketing não se resumia somente a propaganda e a publicidade. Que ele era muito mais do que isso. Com sua enorme maestria sobre o tema, nos mostrou um mundo gigante, cheios de oportunidades. A história do marketing, como era feito o marketing, cases de sucesso e de fracasso, e mais do que isso, a prática. E que através de estratégias poderíamos planejar e executar nossas grandes ideias, encantando o mercado e o nosso cliente.


E como eu poderia colocar isso em prática no Direito? Bom, como advogada tinha milhares de “nóias” em relação ao tema “marketing e Direito”. Mas ao estudar profundamente sobre o tema, através de inúmeras pesquisas e estudos profundos sobre o nosso código de ética, pude ir vencendo uma a uma dessas resistências. Entendi o que eu poderia ou não aplicar no meu dia a dia e mais tarde nos escritórios de meus colegas/clientes, e deu certo!

Claro que precisei ampliar bastante a minha visão, meu modelo mental, e ao juntar essas duas lindas ciências pude perceber que começaria um grande e belo trajeto pela frente.

Bom, quero ressaltar aqui, que propaganda e publicidade são duas coisas bem diferentes. A palavra propaganda vem do verbete latino “propagare”, ou seja, propagar. Visa difundir informações pagas, incentivando um determinado público a atitudes de aquisição do que se anuncia. Ex: outdoors. Já a publicidade, é a maneira de tornar pública alguma coisa, um fato, uma ideia associados a empresas, produtos ou serviços, a fim de obter aceitação do público. Ex: buzz marketing (boca-a-boca).

O Código de Ética da OAB fala de “publicidade”, e proíbe o anuncio sem moderação ou discrição. Mas cabe aqui usar a moderação e discrição também para o termo propaganda.

Vou deixar bem claro aqui que o que eu defendo e proponho fazer sempre é e será o Marketing Jurídico Ético! Por isso a importância de nós advogados conhecermos bem o nosso código de ético. Também é de extrema importância que qualquer profissional que for fazer o seu marketing jurídico conheça muito bem o nosso código de ética.

Portanto, o marketing para a advocacia não é só para os EUAS. Sim, a aplicação de lá é diferente daqui. O marketing de advocacia lá é mais aberto, “ou sem muitas limitações” , o que  foi liberado a partir de 1986. Anteriormente não se poderia colocar a foto estampada do advogado no outdoor ou fazer uma propaganda anunciando seus serviços em um intervalo de um famoso jogo de futebol americano. Mas agora pode! Lá, aqui no Brasil não.

Precisamos entender que o marketing é muito mais do que ter o rosto estampado no outdoor ou aparecer na TV, ele é planejamento, é tática, é venda. E vamos combinar, você contrataria um profissional de serviços, seja advogado, médico ou consultor, pela cara dele estampada no outdoor ou pela fama de ser um bom profissional?

Finalmente, existem inúmeras maneiras para que eu possa me apresentar ao mercado e ao público como um ótimo profissional, e essas técnicas estão presentes no marketing jurídico ético. Não precisamos ficar com “invejinha” do marketing para advogados no EUAS não. Aqui podemos aplicá-lo, de forma moderada, discreta, séria e que vá te dar a solução: Encantar o seu cliente. Este é o marketing jurídico ético e sem grandes alardes. Pois grandes alardes pode inclusive fazer o efeito contrário e espantar o seu cliente.

Espero ter contribuído um pouquinho com algumas dúvidas sobre este tema tão vasto e relevante. Teremos mais oportunidades de tratar do assunto, inclusive mostrando algumas ferramentas que são usadas para este Marketing Jurídico Ético e que surtem efeitos muito positivos. Preciso terminar aqui antes que eu transforme esse texto em um livro...rs


Um ótimo dia para vocês! Final de semana chegando, animem-se!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Vamos falar de tempo?




Vamos falar de tempo?

Depois de um dia altamente produtivo, é hora de sentar e produzir conteúdo para o blog. Achei que devido ao tempo “corrido” não daria conta quando comecei com esse propósito de alimentar ao máximo este blog, mas era somente uma impressão, aquela impressão de que 24 horas no dia não dá. E dá! Sim, se eu conseguir me planejar e dar prioridade ao que é importante, com certeza as coisas acontecem.

Meu dia geralmente começa bem cedo, indo para academia. Não que eu seja uma marombeira ou obcecada por malhar, muito longe disso...rsrs... Aliás, tinha uma resistência enorme com isso, até compreender que cuidar do corpo é um dos fatores que melhora e muito a produtividade. Fico mais acelerada, mais animada, a mente melhora 100%! Não passo mais do que 1 hora lá, me arrumo na própria academia e vou à luta!

Vida de empresária acontece ao vivo, por telefone, por computador e qualquer outra maneira que haja otimização do tempo. Mas principalmente da forma como planejamos e organizamos ela para que tudo caiba e com qualidade de vida.

Pois bem, hoje vamos falar do tempo! Esse tempo corrido, maluco, curto... Será?

Vejo hoje muitos cursos para gestão do tempo, fórmulas e mais fórmulas. Entendo que a lógica não seria fazer a gestão do tempo, ou seja, gerir meu relógio. Primeiro porque meu dia tem 24 horas e ponto. E depois, como dizia Cazuza: O tempo não para. E não para mesmo! O que eu preciso gerir é a minha capacidade de priorizar o que é importante para mim. Gerir a minha vida! E daí vem a sugestão de um super livro: A Tríade do Tempo de Christian Barbosa. Recomendadíssimo! O livro aborda o tema “tempo” e o que devemos priorizar em nossas vidas. 

No livro diz que o mundo encontra-se com o ritmo cada vez mais acelerado. O empenho constante de tornar-se competitivo no mercado faz com que afastemos cada vez mais de cuidar da nossa saúde, de visitar nossos familiares, ou de desfrutar de um happy hour com os amigos. E a sociedade vai aceitando este fato como normal. Quem aí de vez em quando topa com um amigo/conhecido faz a pergunta de como vai a vida, e recebe como resposta o termo muito conhecido de todos como: Muito corrida! Quem nunca?

Daí a vida começa a cobrar, pois com um ritmo desenfreado vem o estresse, a gastrite, a pressão alta, o infarto e por aí vai. Aliais, se você disser que a vida não está corrida e tá tudo tranquilo, sereno, a pessoa é capaz de pensar: Coitado, deve está desempregado ou então é um preguiçoso! Sim, porque como posso aceitar este absurdo de estar sereno e tranquilo nesse mundo acelerado de hoje?

Afinal, precisamos estar correndo, ou não? Aí entra a famosa “gestão do tempo” que prefiro falar: “a priorização do que é ou não importante para a minha vida”.

O livro de Christian Barbosa fala de tríade, pois surgem delas três palavras mágicas para que eu priorize minhas ações: Importante, Urgente e Circunstancial.
E o que seria isso? Vou dar aqui um exemplo: Ora, se eu não cuido do que é importante como a minha saúde, afinal ela que faz com que eu me movimente e consiga ter minha labuta diária, e logo, se eu ficar doente e acamada, isso se tornará urgente! Talvez eu não tenha cuidado daquela gastrite e ela se transformou em úlcera. Opa, agora não existe mais o "deixar para depois", é agir ou agir.

Assim vão acontecendo as urgências nas nossas vidas, a gente não cuida muitas vezes do que é importante em nossa vida pessoal ou profissional até que a mesma se torne urgente. Muitas vezes porque nos prendemos ao que é circunstancial, outra "pilar" que Christian coloca no livro dele, ou seja, aquilo que não é importante em um dado momento!

Então como faço para saber o que é importante, o que é circunstancial e o que se torna urgente? Priorizando ações! Planejando!

Alias você já conseguiu planejar seu ano de 2017? Conseguiu planejar seu mês? Conseguiu planejar ao menos sua semana? Aí começa o cerne do problema. Se eu não sei para onde vou ou onde eu quero chegar, a minha vida realmente vai ficando uma bagunça, não conseguirei focar no que realmente é importante e o tempo vai embora sem mandar lembranças.

Portanto, pegue agora um papel, tire um tempinho do seu dia e planeje o que você fazer daqui para a próxima semana. Faça um teste. Separe a folha em duas colunas, de um lado coloque as ações que irá fazer em sua vida pessoal, no outro coloque as ações que precisarão ser feitas na vida profissional. Tire ao máximo o circunstancial, que são os sugadores do tempo e concentre-se no que é importante você fazer, e claro, se surgir o urgente, faça-o e continue firme, afinal imprevisto acontecem e isso é perfeitamente normal, mas se você tiver com sua agenda organizada esse será o menor dos problemas.

Algumas frase do livro do Christian que achei interessante:

“Você não vive o tempo, você vive a vida!”

“Foque em você e não em seu relógio!”

“De nada adianta querer gerenciar seu tempo se você não estiver disposto a mudar sua vida e a substituir velhas manias por novas formas de viver e trabalhar.”

“ Apenas quando eliminamos da nossa rotina as coisas que não funcionam e estabelecemos novos padrões é que conseguimos assumir o controle da nossa vida”.

“Sonhe, escolha e aja!”

Portanto, eu Ísis, digo: Saiba administrar bem a sua vida, principalmente o agora, pare de preocupar com o que passou e simplesmente viva! Tenha um porquê e isso fará com que você tenha animo para acordar todos os dias e cumprir suas metas.

Abaixo segue um vídeo interessante de Ana Quintana Arantes.

Até a próxima.

Ísis Passos Fontenele
Ceo InsPJ

                                                                                 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Felicidade!!!

Olá!!!

Sexta-feira passada, dia 20/01/2017, fechei mais uma grande parceria para o Instituto! O assunto é: Compliance... Tema extremamente importante nos dias de hoje, e que deve ser aplicado amplamente nos órgãos públicos, empresas e por que não nos escritórios de advocacia? Tudo sendo especialmente preparado para este grande projeto! Avante!!! O final de semana foi de planejamento, com meu queridíssimo sócio e esposo! Foi super produtivo! Claro que tiramos uma tempinho para aproveitá-lo também, pois qualidade de vida também faz parte dos nossos projetos.
A semana começou bem! Atendimentos, parcerias e muita alegria!!! Afinal, positividade é tudo! 



E hoje tenho uma dica super legal para meus colegas, advogados empreendedores, que fala exatamente dessa positividade que devemos ter no nosso dia a dia para que as coisas aconteçam!
Eu aprovo! 

A dica é o livro: O Jeito Harvard de ser feliz!

Vocês com certeza já devem ter ouvido falar na famosa faculdade de Harvard que formou pessoas ilustres como: John F. Kennedy, Bill Gates, Barack Obama, Mark Zuckerberg entre tantos outros notáveis.
Um dia Shawn Achor, resolveu escrever um livro para falar de felicidade. E porque Harvard? A princípio ele queria entender porque uma universidade tão disputada, tão bacana e com instalações impressionantes e um dos melhores e mais brilhantes corpos discentes da América (e do mundo) era o lar de muitos jovens cronicamente infelizes.
Quatro de cada cinco alunos de Harvard sofrem de depressão pelo menos uma vez durante o ano letivo, e metade chega a sofrer  de depressão tão debilitante  que atrapalha suas atividades diárias.
Ele gostaria de entender o porquê disso e começou fazendo entrevistas com alunos, que na proporção de um para cada cinco estavam prosperando. Estes alunos estavam acima da média em termo de felicidade, desempenho, realização, produtividade, senso de humor, energia ou resiliência. E Shawn gostaria de entender o que proporcionava vantagem destes alunos em relação aos outros colegas.
Entendeu a princípio que a interpretação da realidade de cada um alterava a experiência dessa realidade. E que o objeto ao qual dedicamos nosso tempo e focamos nossa energia mental poderia de fato se transformar na nossa realidade. 
Que mentes brilhantes algumas vezes fazem as coisas menos inteligentes possíveis, pois diante do estresse, em vez de investir no maior fator preditor de sucesso e felicidade, as pessoas se privavam dele, muitas se isolavam, acreditando que quanto maior o sacrifício maior o sucesso profissional e que desse sucesso viria a felicidade. 
Mas ao longo do livro podemos observar exatamente o contrário. 
Primeiro porque é comprovado que relacionamentos sociais constituem a melhor garantia de maior bem-estar e menos estresse, pois atua como um antídoto para a depressão e impulsiona o alto desempenho.
Segundo, que a felicidade não é a recompensa do sucesso, e que sim o inverso: temos mais sucesso quando estamos mais felizes e somos mais positivos.
O livro mostra como isso se dá na prática, através de alguns princípios expostos por Shawn. Muitíssimos interessantes!
Agora é com você! Caso tenha interesse de adquirir o livro, você pode fazer a aquisição em uma livraria de sua preferência. Eu adquiri através do site da Amazon.
Portanto a dica de hoje é essa! Uma leitura fácil, gostosa e que com certeza fará você enxergar a felicidade de outra maneira!
Tenham uma ótima semana, e até mais!

Ísis Passos Fontenele
Ceo InsPJ


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Apresentação

Boa tarde!!!

Sejam muito bem-vindos! Espero a partir de agora contribuir da melhor forma possível com os advogados e advogadas do nosso Brasil.
Também sou advogada, e especialista em gestão pela FGV.
Não que eu não goste de advogar, mas descobri algo que fizeram meu olhos brilharem ainda mais. Isso levou algum tempo para que eu pudesse descobrir. Antes disso trabalhei no serviço público durante sete anos, passando por Órgãos como o Tribunal de Justiça, Secretaria de Segurança Pública, Procuradoria do Estado e Ministério Público...Ufa!!! Todos exatamente nesta ordem! Alguns eu conseguia me identificar, outros nem tanto.
Gostava de algo que pudesse me colocar sempre ativa, não conseguia parar, e ao longo do tempo fui descobrindo meu lado empreendedor. Resolvi chutar o balde, fui advogar no privado e depois acabei ajudando meu esposo em uma consultoria para gestão em varejo. Nesta época, compartilhando a advocacia com a consultoria empresarial, pude entender uma lacuna enorme que existia entre empresariar e em advogar.  Comecei a juntar os dois pontos e vi que um não poderia mais viver sem o outro.
Da mesma forma que uma empresa precisa de uma assessoria jurídica, o advogado precisa de uma assessoria administrativa. Por que não?
Comecei a estudar, estudar muito. Viajar para outros países, quando me deparei pela primeira vez com a "Gestão Legal"...Ahhhhh era ela que faria minha vida mudar por completo! Resolvi mudar, mudar e ajudar a levar essa descoberta por onde eu passasse. Para isso eu precisava me especializar mais, entender mais. A prática na consultoria empresarial já me ajudava muito também.
Enfim, estudar nunca é demais! Meu esposo que o diga,  reclama de tantos livros espalhados pela casa...No escritório, no quarto, na sala...rsrsrs
Enfim, resolvi abrir uma consultoria, atenderia escritórios de pequeno, médio e grande porte. Dizer que foi fácil no início? Não foi, nem um pouco!!! Matava um leão por dia, afinal colocar algo completamente novo na cabeça das pessoas não é algo fácil a se fazer. Não era só uma ideia nova, era a quebra de um paradigma.
E após aceitarem esta ideia viria a parte ainda mais complicada: Fazer com que contratassem meus serviços!  Mas fui perseverante, ao máximo... Não esquecerei os dias de tanto cansaço onde entre um trabalho e outro eu fechava a porta da minha sala na hora do almoço e me debruçava na mesa, quase desmaiada. Mas um cansaço gostoso, de quem ama o que faz.
Mas isso não era tudo, eu tinha um projeto, projeto este de levar o conhecimento adquirido em gestão para advocacia para um maior número de pessoas possíveis, e fiz isso, movimentei o mercado da minha cidade e levei o projeto até a OAB, que abraçou a causa. Estou presidente de uma Comissão chamada: Inovação e Gestão, e tem tudo haver com o que eu faço.
Mas não para por aí, entendi que focar também no ramo de educação seria necessário. As minhas palestras em várias cidades me apontavam isso. Abracei a causa! Nasceu agora o Instituto Performance Juris, visando atingir o alto grau de profissionalização do operador do Direito. Esperamos contribuir ao máximo com isso!
Como advogada, tenho a paixão e orgulho por sê-la. Como gestora espero estar a serviço desta profissão tão linda que é a advocacia, trabalhar afinco para que a mesma possa ser valorizada cada vez mais.
Espero que gostem do blog, pretendo trazer novidades ligadas a área, com muita objetividade, com muita paixão, esperando fazer o melhor! Avante!

                                                                                                                    Ísis Passos Fontenele
                                                                                                                     Ceo InsPJ